quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Reflexão para o natal...

Eu quero que nesta noite
Possamos ser mais igual
E acreditar que o bem
Sempre vai vencer o mal
Por que o amor sempre brilha
Quero que toda família
Reflita neste natal

E aqui eu deixo essa obra
Que chega pra gente agora
Pra cada mesa que é farta
E se come toda hora
Eu convido um poeta arisco
Meu irmão Antonio Francisco
Com a casa que a fome mora

A casa que a fome mora
Com o seu autor genial
Fala de fome e fartura
E desse mundo desigual 
Seguimos na mesma trilha
Quero que toda família
Reflita neste natal

(Lalauzinho de Lalau)



Eu de tanto ouvir falar
Dos danos que a fome faz,
Um dia eu saí atrás
Da casa que ela mora.
Passei mais de uma hora
Rodando numa favela,
Por gueto, beco e viela,
Mas voltei desanimado,
Aborrecido e cansado
Sem ter visto o rosto dela.

Vi a cara da miséria
Zombando da humildade,
Vi a mão da caridade
Num gesto de um mendigo
Que dividia o abrigo,
A cama e o travesseiro,
Com um velho companheiro
Que estava desempregado,
Vi a fome o resultado,
Mas dela não o roteiro.

Vi o orgulho ferido
Nos braços da ilusão,
Vi pedaços de perdão
Pelos iníquos quebrados,
Vi sonhos depedaçados
Partidos antes da hora,
Vi o amor indo embora,
Vi o tridente da dor,
Mas nem de longe vi a cor
Da casa que a fome mora.

Vi num barraco de lona
Um fio e esperança,
Nos olhos de uma criança,
De um pai abandonado,
Primo carnal do pecado,
Irmão do raios da lua,
Com as costas semi-nuas
Tatuadas de caliça,
Pedindo um pão de justiça
Do outro lado da rua.

Vi a gula pendurada
No peito da precisão,
Vi a preguiça no chão
Sem ter força de vontade,
Vi o caldo da verdade
Fervendo numa panela,
O jejum numa janela
Dizendo: aqui ninguem come!
Ouvi os gritos da fome,
Mas não vi resto dela.

Passei a noite acordado
Sem saber o que fazer,
Louco, louco pra saber
Onde a fome residia
E por que naquele dia
Ela não foi na favela
E qual o segredo dela,
Quando queria pisava,
Amolecia e matava
E ninguém matava ela?

No outro dia eu saí.
De novo à procura dela,
Mas não naquela favela,
Fui procurar num sobrado
Que tinha do outro lado
Onde morava um sultão.
Quando eu pulei o portão
Eu vi a fome deitada
Em uma rede estirada
No apendre da mansão.

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa
Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome.
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
E não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pros bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população.

Tenho pavor da justiça
E medo da igualdade,
Me banho na vaidade
Da modelo destruída,
Da renda mal dividida
Na mão do cheque sem fundo,
Sou pesadelo profundo
Do sonho do bóia fria
E almoço todo dia
Nos cinco estrelas do mundo.

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais nas vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando um terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Minha filha ficou com medo e esse aí ficou também...

AP Photo/Las Cruces Sun-News, Norm Dettlaff

Qualquer criança tem medo
Quando o bom velhinho vem
Crianças de ate três anos
Cisca, chora e diz também
  Chorando chupando o dedo
Minha filha ficou com medo
E esse aí ficou também

A cara do bom velhinho
Que no natal sempre vem
Com essa barba de urso
Fedendo a milho e xerém
Distribuindo brinquedo
Minha filha ficou com medo
E esse aí ficou também

Papai Noel não existe
Isso é tudo fantasia
Isso é potoca e mentira
É coisa que o homem cria
Não peço nenhum segredo
Tem criança que tem medo
E não tira fotografia

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Trava língua...



Falo de pedra e pedreira
Pedreiro, polpa e preguiça
Folha, folhado e fuleiro
Língua, lagarto e linguiça
Livro, leve, luva e lavra
Eu digo qualquer palavra
Só não falo na justiça

Sei que anda meio cega 
Pra outros que tem cobiça
E demorada pra alguns
Que às vezes, ate se enfeitiça
Devemos ter paciência
Esperando uma audiência
Ou decisão da justiça

Mas como eu sou pequeno
Meu verso é grande e me atiça
Pede que eu fale de tudo
De telha, trilha e treliça
  Minguado, menino míngua
Não vou travar minha língua
Justo, Justino e justiça

Papa tudo e papa légua
Papudo, papa e papão
Pão duro e papai noel
Puta vida e perdigão
Pinto, pinta, pó, Pajé 
Pajeú, prato no pé
Meu verso está feito cão

(Lalauzinho de Lalau)


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Advogado é roubado pelo próprio cliente após libertá-lo, José teve o carro roubado enquanto dava carona para seu cliente...


Um crime inusitado chamou atenção dos moradores da cidade de Piatã a 546 KM de Salvador, no último final de semana. Isso porque o advogado José Rosa Matos foi assaltado pelo o próprio cliente após liberá-lo da cadeia. O veículo do advogado foi recuperado dois dias depois do crime.

Vá confiar em quem rouba!
Quando sai de uma prisão
Esse crime inusitado
Chamou a nossa atenção
José, o advogado
Teve seu carro roubado
Quando soltou o ladrão

Roubado pelo o cliente
Veja a vida como é
Depois de soltar o preso
Terminou andando a pé
Depois do carro roubado
Lastimou o advogado
Dizendo: E agora José

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Anderson Silva lacra contra o preconceito e diz: “Pode ser que eu descubra que sou gay”...

A voz fina do lutador já levou muita gente preconceituosa a questionar se o lutador do UFC era realmente heterossexual , mas as porradas que ele dava dentro do octógono amenizavam um pouco os questionamentos. O próprio atleta, porém, disse em entrevista ao site americano Fightland que poderia sim se descobrir gay um dia. “Olha, não que eu saiba. Mas eu ainda sou jovem, pode ser que no futuro eu descubra que sou gay. Cuido bem das minhas coisas. Coloco tudo numa mala, uso sabonete, boto um creme após o treinamento. As pessoas pensam que é frescura. Cada um na sua: não significa que você é mais homem ou menos homem, mais ou menos gay”, disse o nosso maior lutador de MMA da história. Fonte  UOL 

Ou você é ou não é
Nunca diga: Eu não sei
Pode ser que eu desmunheque
Daqui pra o próximo mês
Afirmou o lutador
Falou com tanto fervor
Pode ser que eu seja gay

Já bateu em Minotauro
Socou bastante no peito
Um lutador de primeira
Fala bem sem preconceito
Nunca quebrou a munheca
Mas já quebrou a canela
Conte essa historia direito

(Lalauzinho de Lalau)


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Dilma recebe relatório da Comissão da Verdade e chora ao lembrar dos mortos...

Evaristo Sa/AFP

Foi um discurso com lágrimas
De um jeito bem diferente
Ao lembrar daqueles mortos
Que morreram brutalmente
No foco da ditadura
Dilma lembra da amargura
Nas lagrimas da presidente

Durante essa cerimônia
Sem haver nem punição
E nessa data escolhida
Pra falar da comissão
Dilma não se controlou
E a sua lagrima rolou
Com um aperto no coração

E ate hoje o meu Brasil
Não conheceu a verdade
Dos grandes perseguidores
Que praticaram a maldade
E os pobres dos perseguidos
Com os corações feridos
Nunca encontraram igualdade

(Lalauzinho de Lalau)




terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Preso no Rio Grande do Sul bispo acusado de pedofilia...

João Marcos Maciel, acusado de cometer abusos sexuais
O Bispo João Marcos Maciel de 74 anos acusado de pedofilia é preso no Rio Grande do Sul. Ele é suspeito de praticar crimes há mais de 50 anos 

Isso aí é um absurdo
Devemos abominar
Tirar das nossas igrejas
Só quem vem atrapalhar
E conversar com o satanás
Com abusos sexuais
Porque desse jeito não dá

Esse bispo mentiroso
É mais um cabra safado
Há mais de cinquenta anos
O pedófilo tem praticado
Atos de pedofilia
Desculpe-me virgem Maria
Esse bispo aí é tarado

Nós que devemos tirar
Do meio das multidões
Os falsos padres pedófilos
Os pastores charlatões
Eu quero evangelizar  
Mas desse jeito não dá
Deus conhece os corações

(Lalauzinho de Lalau)