sexta-feira, 27 de março de 2015

O mote diz: Vou no trem da saudade todo dia, visitar o lugar que eu fui criado

Disse o inesquecível poeta João paraibano


No vagão da saudade eu tenho ido
Ver a casa que antes nasci nela
Uma lata de flores na janela
A parede de taipa e o chão varrido
Milho mole esperando ser moído
Numa maquina com o ferro enferrujado
Que apesar da preguiça e do enfado
Mãe botava de pouco e eu moía 
Vou no trem da saudade todo dia
Visitar o lugar que fui criado

(João Paraibano)

 Peguei a deixa do saudoso poeta que já partiu e escrevi

Também vou com a saudade viajando
Machucando o meu peito dolorido
Lembro muito dos dias bem vivido
Com papai e mamãe me ajeitando
Tempo bom que aqui eu vou lembrando
Que eu não posso esquecer do meu passado
Do cavalo de talo fabricado
Que papai ajeitava e eu corria
Vou no trem da saudade todo dia
Visitar o lugar que eu fui criado


(Lalauzinho de Lalau)


Digo mais pra você que é do sertão
Que lembrei do meu pé de cajarana
Era assim o meu final de semana
Que a saudade invadiu meu coração
Minha bila era irmã do meu pião
Se eu pudesse eu voltava pro passado
Só pra ver minha mãe bem do meu lado
Enxugando o suor quando eu corria
Vou no trem da saudade todo dia
Visitar o lugar que eu fui criado

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 26 de março de 2015

O mote diz: Eu dava um show respondendo se eu for ao show do milhão...

Silvio ia perguntar!
Ô Lalauzinho de Lalau
O que é o carnaval?
-Uma festa bem popular
Onde canta o sabiá?
-Nas terras do meu sertão
  Quem é Catulo da Paixão?
-É um poeta tremendo
Eu dava um show respondendo
Se eu fosse ao show do milhão

Se eu recebesse o convite
Pra ir pro SBT
Logo ia responder 
Das Pirâmides do Egito
Que é um monumento bonito
E quem era Lampião?
-Cangaceiro e Capitão
Do meu sertão estupendo
Eu dava um show respondendo
Se eu fosse ao show do milhão

Quem assinou a Lei Áurea?
-Foi a princesa Isabel
De onde é que vem mel?
A abelha tira da fava
Na terra um bicho que cava?
-O peba cavando o chão
Qual o poder de Sanção?
-O seu cabelo crescendo
Eu dava um show respondendo
Se fosse ao show do milhão

Quem escreveu o Brasil?
-Foi Pero Vaz de Caminha
Uma mulher boa? - Tiazinha
Arma pesada? - fuzil
Ditado? - tomou doril
Brincadeiras do sertão?
 Cai no poço e garrafão
Ate quando vai crescendo
Eu dava um show respondendo
Se eu fosse ao show do milhão

Quem faz fronteira ao Brasil?
Bolívia e Venezuela 
Peru, Colômbia é singela
Uruguai terra gentil
 Paraguai que vale mil
Longe do Afeganistão
E aterra no Paquistão
Com a guerra ficou tremendo
Eu dava um show respondendo 
Se eu fosse ao show do milhão


(Lalauzinho de Lalau)

quarta-feira, 25 de março de 2015

Mais um trabalho do meu primeiro CD, o poema Lalau de cá e Lalau de lá...

Na calçada lá de casa
Eu estava lendo jornais
E na hora eu conversava
Com meu amigo Tomaz
Tomaz Neto é um político
Gosta de falar bonito
E falou num tom legal
Lalauzinho grande poeta
O que acha do pateta
Do doutor juiz Lalau?

Eu disse esse roubou
O sol antes de nascer
Devido ser um doutor
Foi difícil de prender
Também de sua patente
Por ser muito inteligente
Demorou a se render

Roubou todo o seu dinheiro
E ficou foi milionário
Viajando pra o estrangeiro
Mas que juiz salafrário
Esqueceu do brasileiro
Que só ganha um salário

Esse juiz, o Lalau!
Nasceu mesmo pra roubar
Mas tem tanto Lalau no mundo
Que não dá nem pra contar
Aí escolhi um lindo tema
Pra botar nesse poema
Lalau de cá e Lalau de lá

Devido ter tanto Lalau
Aqui em cima do chão
Tem Lalau que é vaqueiro
Que eu falo de coração
Pega o boi derruba e ferra
Faz tudo certo e não erra
A mandado do patrão

Tem o Lalau que é pedreiro
Pucha a massa e faz concreto
Trabalha na empeleita
Na diária ele esperto
Tijolo, arreia e cimento
Esse são seus instrumentos
E o trabalho sai correto

  Tem o Lalau camelô
Com a sua barraca singela
Vende pinoco de barro
Prato pequeno e tigela
Sela, arreio e cabeção
Vassoura pra varrer chão
Caixa de fósforo e de vela

Tem o Lalau caminhoneiro
Que viaja com cuidado
Que ama o seu caminhão
Deixe ele bem zelado
Mas o que ele mais detesta
É ver fiscal que não presta 
Virada e pneu furado

Tem o Lalau trabalhador 
Que vive do seu suor
Com uma merreca de dinheiro
Sempre desatou o nó
Não quer nada de ninguém
Esse aí eu quero bem
É o Lalau de Mossoró

É esse o Lalau que eu quero
Falar dele um bom pedaço
É esse o Lalau sincero
Que me dá sempre um abraço
Acha bonito eu falar
E também de declamar
Todos os poemas que faço

Foi quem me deu moradia
E também educação
Saúde, sossego e paz
 E também compreensão
Eu digo com alegria
Nunca panela vazia
Nunca nos faltou o pão

Foi quem sustentou dez filhos
Que hoje estão todos criados
Lalau que vendeu pastel
Lalau que já criou gado
Trabalhador brasileiro
E hoje esse velho guerreiro
Encontra-se aposentado

É o pai de Lalauzinho
Falo pra vocês, meu povo!
Se eu nascesse outra vez
Queria mais um vez 
Nascer Lalauzinho de novo 

É por isso que eu grito
A esse velho eu dou cartaz
Tenho orgulho em ser seu filho
Muito obrigado meu pai


(Lalauzinho de Lalau) 

terça-feira, 24 de março de 2015

O matuto no carnaval...



Eu venho dos bredos da mata
A onde o sol descortina
Onde acordo bem cedinho
Com os pássaros lá na campina
Acordo ao cantar do galo
Pra fazer cuscuz de ralo
Pra mim tomar com café
Quando acordo bem cedinho
Pra tomar meu cafezinho 
Com Jesus e muita fé

Porque só sei viver solto
Brincando com as fulô
Eu não sou como aqueles homens
Que andam de elevador
E vive tudo engravatado
Como um guiné amarrado
Eu sou matuto seu doutô!

Eu nunca fui numa festa 
A num ser de cantoria!
Vaquejada ou novena
Frequento com alegria
Nunca fui num carnaval
Disseram que é bem legal
Quem disse foi minha tia

Tia chegou lá em casa
Chiando, veio a passeio
Trouxe o meu primo Carlinhos
Alzembergue também veio
Pegaram a me azucrinar
Ate conseguir levar
Lalauzinho pro veraneio
Lá vai ter o carnaval
É na praia de Tibau
E de mulher o mar ta cheio

 Quando eu escutei isso
Peguei logo a me animar
Meus primos foram dizendo
Lalauzinho vá se arrumar
Bote tudo que puder
Só não bote uma mulher
Que mulher lá não vai faltar

Fui correndo pra cozinha
Peguei logo um matulão
Soquei dentro, uma galinha
Que tava lá no fogão
Uma banda de rapadura
Uma banana madura
Farinha, arroz e feijão

Foi quando cheguei na paria
Chapéu quebrado na testa
Botas de couro de gado
Pra mim dançar qualquer festa
Vi o mar verde azulado
Eu gritei logo assustado
 Vixe! do açude que presta
   
Mas que açude aloprado!
Meu primo, quis gozar deu
Disse: vamos se banhar
Eu disse: vamos valeu!
Espere aí, vou me trocar
A ceroula eu vou botar
Não vão embora sem eu

Chegando na beira mar
As mulheres todas despidas
Com aquele fio dental
A mulher mais atrevida
Pra todas lá eu olhei
Acredite que achei
A coisa melhor da vida

Eu fiquei desconfiado
Armei logo o berimbau
Saí pra tomar um banho
Dei um mergulho legal
Fui saindo bem ligeiro
E dizendo no aperreio
Tem bem um quilo de sal

Foi quando a noite chegou
Eu fui pro tal carnaval
Tinha umas papa de isopor
Um povo melado de cal
As negas todas pulando
Pulando e cheirando um pano
Foi quando entrei no sarau

Cai logo na folia
Comecei a dançar a só
O meu primo veio chegando
Com pedaço de lençó
E disse assim: Lalauzinho
Cheire bem devagarinho
O que é isso? é loló

Eu lá sabia o que diabo era
Dei um cheiro bem profundo
Vi trezentas besta fera
Vi rodando todo mundo
Os meu pés saiu do chão
Eu disse assim: meu irmão
Estou virando vagabundo

Veio uma mulher dizendo
Um tapinha não dói, um tapinha não dói
Dei uma tapa na sua bunda
Quando dei fé, seus avós
Tio, parente e irmão
Entrei numa confusão
Quase não saía mais
Fui para a delegacia
Só sai no outro dia
Quem me soltou foi Tomaz

E esse foi o advogado
Que chegou pra me soltar
E o delegado meio quente
Começou logo a falar
Um papel lá assinou
E disse assim: doutor
Leve esse doido pra lá


Que já ontem ele foi preso
Por causa de um celular
 Que ele tomou de um senhor
E começou logo a quebrar
Pensou que era uma barata dagua
Que ia lhe ferroar

Deixei a delegacia
Pra não sair no jornal
Entrei no carro dia
Chorando e passando mal
Meus primos disseram logo
O que ele fez não fez mau
Aí, foi quando escrevi
O matuto no caranaval

(Lalauzinho de Lalau)

segunda-feira, 23 de março de 2015

O mote diz: Se pudesse eu comprava minha infância, nem que fosse pagando a prestação...

Resultado de imagem para o meu tempo de criança


A saudade bateu em minha porta
E eu pedi a Jesus nosso senhor
Que acalmasse no peito a minha dor
E eu lembrei do meu tempo lá na roça
De mamãe de baixo da palhoça
Machucando a carne no pilão
E sentado no testo de um caixão
Onde estava a boneca de Constância
Se pudesse eu comprava minha infância
Nem que fosse pagando a prestação

Dei três volta no carro da lembrança
E lembrei do meu saco cheio de bila
Que eu brinquei de buraco, palmo e tila
Se eu pudesse eu voltava a ser criança
Meu cavalo de talo a esperança
Que eu corria e ciscava pelo o chão
Da chaplã que peguei meu azulão
Desse tempo o pior é à distância
Se pudesse eu comprava minha infância
Nem que fosse pagando a prestação

Mas o tempo deixou tudo morrer
Cai no poço, pião e contar história
Mas eu nunca apaguei da memória
Os meninos, Elton e Elcio de Tiê
De Gilvan e Lalá de Ladiê
Dos garotos correndo de pé no chão
De Tiago e Israel de bola na mão
Esse tempo o pior é à distância
Se pudesse eu comprava minha infância
Nem que fosse pagando a prestação

(Lalauzinho de Lalau)     



sexta-feira, 20 de março de 2015

Dilma pede tolerância e diz que sabe governar...

Resultado de imagem para dilma pede tolerância

 Durante a solenidade
No estado do Goiás
 Dilma pediu tolerância
Depois de ouvir os demais
Falou das filiações
E das manifestações
De democracia e paz

Só depois do panelaço
Que o Brasil pôde escutar
Depois do povo nas ruas
Que fez meu Brasil parar
Depois de tanta arrogância
Dilma pede tolerância
E diz que sabe governar

Só depois que a Petrobrás
Sofreu esse bafafá
Com CPI e desvios
A luz querendo aumentar
Depois de tanta ganância
Dilma pede tolerância 
E diz que sabe governar

Depois que os caminhoneiros
Começaram a bloquear
E a gasolina subiu
E a gente tem que pagar 
 Pra andar longa distância
Dilma pede tolerância
E diz que sabe governar

(Lalauzinho de Lalau)

quinta-feira, 19 de março de 2015

Vem aí a primeira cavalgada de São Vicente de Ferrer em Itajá...






Neste domingo que vem
Essa eu não posso faltar
Já recebi o convite 
Do amigo Josimar
Essa eu não troco por nada
A primeira cavalgada
Da cidade de Itajá

Vai sair logo cedinho
Do Haras Frei Damião
Logo as margens da BR
Pedaço do meu sertão
Na ponte do rio Assu
Deixo o convite pra tu
Vamos cavalgar patrão!

Indo ao Manoel Argemiro
O Park de vaquejada
O park de Josimar
Que fica bem na entrada
Da cidade de Itajá
No domingo eu vou pra lá
Pra primeira cavalgada

(Lalauzinho de Lalau)