(Lalauzinho de Lalau)
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Mote: Se ficar longe demais, todo afeto diminui...
terça-feira, 23 de junho de 2026
É o bom da festa junina...
É canjica, milho verde,
Um forró em cada esquina!
Uma quadrilha improvisada,
Um "vei" da canela fina,
Dançando pelo o salão;
Gritando: Viva São João!
É o bom da festa junina.
Quatro menino ascendendo
A fogueira com gasolina!
Carroça sendo enfeitada,
Cavalo balança a crina!
Menino solta rojão;
Forro lotando o salão,
É o bom da festa junina.
Menino tira o chapéu,
Balança a saia menina!
Meu sertão vira um festa,
Culinária nordestina!
Canjica, milho, xerém;
A festa melhor que tem,
É a nossa festa junina.
(Lalauzinho de Lalau)
terça-feira, 16 de junho de 2026
Mote: O que a gente planta agora, vamos colher no futuro...
Vivendo a semeadura,
Que há muito tempo procuro!
Tantas colheitas perdidas
Debaixo desse chão duro!
Será que chegou a hora?
O que a gente planta agora,
Vamos colher no futuro;
A gente colhe o que planta,
O fruto bom e maduro!
Se a gente plantar sem nexo
É semear no escuro!
E a semente nunca flora;
O que a gente planta agora,
Vamos colher no futuro.
(Lalauzinho de Lalau)
terça-feira, 9 de junho de 2026
As bandas de pífano possuem público, mas enfrentam desafios de visibilidade nos grandes polos do São João de Caruaru. Enquanto grandes atrações arrastam multidões, as apresentações tradicionais têm registrado menor adesão de público nesses espaços, o que gera discussões locais sobre a descaracterização da festa e a valorização da cultura raiz...
Deixaram o pife de lado
Sem ninguém prestigiar!
Era pra ser casa cheia
Mas ninguém não tava lá
Isso é um pouco vergonha
Toda banda um dia sonha
Cantar na praça lotada
Com a melhor estrutura
O som do pife é cultura
É tradição camarada.
Não sou contra outros ritmos
Mas São João é São João!
O axé tem sua época
Como a festa do peão!
Do peão do boiadeiro!
Nós passamos o ano inteiro
Esperando o mês junino
Pra ver quadrilha, fogueira,
Pescaria, brincadeira
Dos meus tempos de menino
Mas isso tá se acabando
Só pra dá vez ao axé
Já tiraram até Santana
E também Flávio José
Se quer dá vez outras bandas
Priorize as que já mandam
Na festa do São João
Tem que ter prioridade
Nós shows de cada cidade
O que é do nosso sertão.
Tirando o nosso Santana
Da casa onde ele mora!
É rasgar nossa cultura
Com a roseta da espora!
Esquecer Flávio José
É o sertão da no pé
Do mapa do meu nordeste
Não ver a banda de Pife
É esculhambar de patife
Ouvindo coisa que preste.
Não posso ficar calado
Vou falar no seu ouvido!
A coisa mais ruim do mundo
É você ser esquecido!
Vamos lá prestigiar
Pra cultura alavancar
Pife, coco, cantoria,
Santana, Flávio José,
Pé de serra, arrasta pé;
Isso tudo é poesia.
(Lalauzinho de Lalau)
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Mote: A ânsia de um dia ter e o tédio de possuir...
Quem sabe pra onde vamos?
Pra culá ou para ali?
Qual a nossa trajetoria?
Quem veio se redimir?
A vida tem um poder,
A ânsia de um dia ter
E o tédio de possuir.
Quantos estão pensativos?
Quantos estão por aí?
Querendo chegar ao topo,
Reza pra não desistir!
Depois que vem perceber;
A ânsia de um dia ter
E o tédio de possuir.
Corre pra cima e pra baixo
Vai bater no Piauí!
Trabalha, se esforça, ganha,
Pra depois usufruir!
Faz da vida, acontecer;
A ância de um dia ter
E o tédio de possuir
Quantos planos, quantas lutas,
Quantas mãos pra se unir!
Quantas idas, quantas voltas,
Quantas bocas a sorrir!
Quantas lágrimas a descer;
Na ância de um dia ter,
E o tédio de possir.
Quem sou eu? Mas um poeta,
Maluco, pobre zumbi!
Um pecador ou santo?
Alguém a te perseguir?
A vida tem um porque;
Na ância de um dia ter
E o tédio de possuir.
(Lalauzinho de Lalau)
terça-feira, 2 de junho de 2026
Sou "mei" mundo de cordel...
É feita de terra e céu!
É o meu sertão, minha cor,
Minha casa, meu vergel!
O meu jeito de falar;
Sou cultura popular,
Sou "mei" mundo de cordel.
sábado, 30 de maio de 2026
Mote: Um mudo disse a um surdo que um cego tava de olho...